quinta-feira, 12 de maio de 2011

Grata

"Mãezinha" Querida
nem sei se posso te chamar assim

   Eu sei que você me recebeu com a alma em festa, vestida de sonhos e esperanças.
Em momento algum lhe passou pela mente que o 
fato de eu não lhe pertencer à carne, pudesse 
alterar o nosso infinito amor.
Eu venho de regiões ignotas e dos tempos imemoriais do seu passado, no qual estabelecemos estes vínculos de afeto imorredouro...
Foi necessário que nós ambos nos precisássemos, 
na área da ternura, impedidos, porém, de nascer 
uma da carne da outra, por motivos que nos escapam, a fim de que outra mulher me concebesse.
Ela não se deu conta da grandeza da maternidade; não obstante, sou-lhe reconhecida, pois que sem a contribuição do meu pai, da minha mãe e agora a sua, eu não teria recebido este carinho de mãe espiritual saudosa, nem fluiria da sua convivência luminosa, graças à qual eu me enterneço e sou feliz.


O seu amor Naná, demonstra-me que 
a maternidade do coração é muito mais vigorosa do que a do corpo.
Não há mães que asfixiam os filhinhos, quando 
eles nascem? E outras, não há, que nem sequer os deixam desenvolver-se no ventre, matando-os 
antes do parto? No entanto, quem adotatá-los 
por amor e doa-se por abnegação, é conhecedor do maior amor em cima desta terra.
De certo modo, somos todos filhos adotivos 
uns dos outros, pelo corpo ou sem ele, porquanto, a única paternidade verdadeira é a que Deus, 
o Genitor Divino que nos criou 
para a glória eterna.
Naná, a alma sustenta outra alma, vida completa que ampara outra vida em desenvolvimento.
Quero agradecer-lhe, a Deus pelo meu pai ter conhecido você, e por você ter o amor que você tem por mim, porque sei que os nossos laços espirituais ultrapassam com folga os laços carnais, e eu, sou eu feliz por ter você do meu lado. Eu amo muito você, Naná.

Nenhum comentário:

Postar um comentário