quarta-feira, 9 de março de 2011

Fato, pessoa e acontecimento.

 Escreveu o escritor contemporâneo Fernando Sabino

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."


 Nosso carnaval de 2011 foi assim: inexplicável, único. Depois que você foi “embora” hoje, entendi que saudade é mesmo a solidão acompanhada, é quando o amor não foi embora, mas a amada já. Mesmo que ela tenha ido, deixou seu cheiro, as suas melhores impressões na cama, no lado direito ao lado da janela, lá ficou impreguinado o cheiro do seu suor que misturado ao seu perfume me faz autenticar a sua falta. Lembrando de você, aqui sentando nesta cadeira dura, assisto alheio a fuga da minha alegria, presencio inerte o desalinho das minhas idéias e num rompante, sinto um nó que engoda na minha garganta atevendo um choro, o entrave é maior, tento engolir e disfarço com um sorriso, alguém percebe o meu estado, o nó quase denuncia o meu estado bisonho. Hoje quarta-feira, me sinto, “esculhambado”, apático a mim mesmo. Sei que não estou gozando bons trato na intimidade com a inspiração, consigo erguer apenas um texto rastaqüera, raquítico, falho e rídiculo, como o meu estado capiongo de espírito hoje. Até tentei espremer meu cérebro, tentei encalcá-lo em busca de uma forma de escrever, alguma forma de inspiração para contextualizar verdades e sentimentos; nada me recaiu, nenhuma inspiração, idéia, entusiasmo, nem mesmo uma iluminação ainda que a meia luz, nada, é uma m... Desculpe. Perdoe-me.

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